
quarta-feira, 14 de março de 2012
Lançamento Primeiras Prosas

terça-feira, 13 de março de 2012
Sarau da Ademar Agradece! ! !

somando e se reconhecendo nas várias lutas.
Mães de Maio
Circulo Palmarino
Perifatividade
Sarau na Quebrada
Sarau Poesia na Brasa
e tod@s que de alguma forma fortaleceram
Cordel Maria Bonita

Nasceu lá em Paulo Afonso
Há un tempo bem passado
Maria Gomes de Oliveira
Foi seu nome Batizado
A mãe Maria Joaquina
E o pai dessa menina
Seu José, Homi Honrado
Quando tinha quinze anos
Se casou com um sapateiro
Homi trabalhadô
Mas bravo isso é certeiro
Essa menina esfezada
Botou o pé na estrada
E fugiu com um cangaceiro
Foi um furdunço arretado
Foi um tal Deus nos acuda
A Bahia estremeçeu
Com a história absurda
Mas Maria foi contente
Pro cangaço, minha gente
Ele deu grande ajuda
Maria agora Bonita
Já mandava no cangaço
Mulherada se chegou
Conquistando seu espaço
Foi por amor a Lampião
que deixou o seu torrão
Pra prender o homi no laço
Teve dois filhos, verdade
Mas isso foi um segredo
Expedidta é conhecida
Isso desde muito cedo
mas o tal filho varão
foi chamado de João
Mas maria teve medo
Na casa de um coitero
Seu filho foi escondido
O seu coração de mãe
Foi fortemente atingido
E o mundo só sabia
Que no parto de Maria
Seu filhinho tinha morrido
destino bem dificil
De seca, sol e calor
Maria mulé guerrreira
Corajosa de valor
Topava qualquer parada
Enfrentava a macacada
Do lado de seu amor
Mas a vida minha gente
É caprichosa e danada
Um coitero traiçoeiro
Preparou a emboscada
E nossa Maria Bonita
Só quiz visitar Expedita
Mas foi morta e Degolada
Vou parando por aqui
Meu Padim Ciço Romão
Obrigado meu santinho
Por sua inspiração
E Maria agora anda
Nos caminhos de Aruanda
Juntinho com lampião.
Soraia da Brasa
Feito especialmente para o Sarau da Ademar
Obrigada pelo carinho
Sarau da Ademar
Cordel
terça-feira, 6 de março de 2012
SARAU DA ADEMAR - MARIAS BONITAS

A PARTIR DAS 18HS
Sarau com o Tema em homenagem há Maria Bonita que nasceu no dia 08/03/1911 e buscar na nossa história as Mulheres Cangaceiras que raramente são lembradas, mulheres que lutaram ao lado dos seus homens, pelo amor ou pela dor da vida, respeito e admiração a essas mulheres discriminadas!!!

Dada (de Corisco), Neném (de Luiz Pedro), Durvalina (de Moreno), Sila (de Zé Sereno), Lídia (de Zé Baiano), Inacinha (de Gato), Adília (de Canário), Cristina (de Português), Maria Jovina (de Pancada), Dulce (de Criança), Moça (de Cirilo Engrácia), Otília (de Mariano), Maroca (de Mané Moreno), Mariquinha (de Labareda), Maria Ema (de Velocidade), Enedina (de Cajazeira), Rosalina (de Chumbinho), Estrelinha (de Cobra Viva), Hortênsia (de Volta Seca), Lacinha (de Gato Preto), Iracema (de Lua Branca), Eleonora (de Azulão), Lili (de Moita Braba), Catarina (de Sabonete), Mocinha (de Medalha), Maninha (de Gavião), Maria Juriti (de Juriti), Dora (de Arvoredo), Marina (de Laranjeira), Dinha (de Delicado).
ENDEREÇO: Professor Felicio Cintra do Prado, 153
ENTRADA FRANCAPARTICIPE E TRAGA A SUA ARTE! ! !MUSICA * POESIA * HISTORIA *AMIZADE * VOCÊ“PALAVRA, PODER PARA O POVO”
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Sarau da Ademar - Luta por Moradia
Sarau da Ademar Convida T@d@s!!! domingo, 22 de janeiro de 2012
S.O.S. PINHEIRINHO URGENTÍSSIMO: BASTA DE BANHO DE SANGUE!

POR FAVOR, APELAMOS COM TODAS NOSSAS FORÇAS A TODOS OS PODERES:
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Neste domingo 11/12 Festa - Sarau e Lançamento do Livro "Primeiras Prosas" do Coletivo Sarau da Ademar - Não Percam!!!!

“Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: os homens se libertam em comunhão.” Paulo Freire
Dizem as sábias lavadeiras, entre um canto de trabalho e outro, parteiras que são, que um parto difícil é sinal de rebento forte. E não é preciso muita sensibilidade ou fino trato para dar de cara com um rebento desses e percebê-lo assim: brilhando e pronto pra vida.
O Sarau da Ademar está lançando seu primeiro livro, ou melhor, suas primeiras prosas impressas. Para chegar até aqui foram três anos de muita luta e resistência e de busca intensa pela expressão das esquinas de poesia desse canto Sul de Sampa.
Cada página desse livro nos enche de orgulho e nos dá mais sentido de responsabilidade para continuarmos nossa peleja, que é a de lutar pela arte socializada, que transforma o público em produtor, superando e subvertendo a dependência cultural, que nos obriga a viver uma relação de submissão da arte.
A possibilidade de nos convertermos em produtores de cultura, superando de modo ativo, a função de meros consumidores passivos e participarmos ativamente no processo criador da arte que fruímos e pela qual optamos nos deu força e coragem para crer em nossa capacidade de recriar e ampliar a realidade e para desenvolver nossa identidade cultural como classe e como povo. Essa consciência é a chave que nos abriu as portas das possibilidades de criarmos nossa própria cultura e de transformá-la por nós próprios.
A constância da luta, por vezes, machuca a gente. Sonhar custa algumas lágrimas arrancadas de peitos utópicos, guerreiros e notívagos em busca da tão desejada aurora.
Nosso coletivo já traz no peito todas as páginas desse livro, em nossa pele ele já tatuou sua história, vivida com vocês, irmãos de luta e de quebrada.
Agora é seguir adiante, estufar os peitos e continuar sonhando. Melhor, continuar a alimentar o sonho, esse sonho possível e bonito.
Para comemorarmos mais essa vitória, convidamos você para participar da festa que faremos em 11 de dezembro, dia do parto desse rebento bonito, em mais uma edição do Sarau da Ademar.
Coletivo Sarau da Ademar